sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Goiânia: Cartão de integração pode ter mudanças

Dependendo dos resultados da fase de testes do cartão de integração temporal para os ônibus do transporte coletivo, lançado ontem, a novidade poderá sofrer mudanças. Isso se refere tanto à quantidade de viagens extras (inicialmente limitada a duas por dia) quanto ao tempo entre a primeira e a segunda validações (duas horas). “Vamos avaliar o que vai ser preciso mudar”, diz o presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Marcos Massad.

Os próximos 60 dias serão usados para ajustar o funcionamento dos 5 mil cartões apresentados ontem pela CMTC e pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Goiânia (Setransp). “Vamos avaliar como o cartão estará sendo usado, a resposta dos usuários, quais as linhas que estão sentindo o deslocamento de demanda e a ocorrência de fraudes”, detalha o diretor-superintendente do Setransp, Décio Caetano Filho. O cadastramento será iniciado no dia 13 próximo.

Décio Caetano antecipa que nem o número de viagens extras e nem o tempo dado para a segunda validação são imutáveis. “Se for indicada a necessidade de alguma alteração nesses aspectos, estaremos abertos a isso.”Resultado de mais de um ano de estudos técnicos, o cartão de integração oferece a oportunidade de os passageiros tomarem um segundo ônibus sem a necessidade de passar por terminais. As projeções indicam que apenas no Eixo Anhanguera a lotação dos terminais deve ser reduzida em cerca de 30% quando o cartão estiver em pleno funcionamento.

O cartão também poderá significar economia para usuários de algumas regiões da cidade que hoje são reféns da forma como a rede de transporte coletivo foi estruturada. O Jardim Guanabara é um exemplo. Para se ter ideia, um passageiro que pretende seguir para a Região Sul da capital (como no Alto do Bueno) tem de obrigatoriamente pagar duas passagens.

“Esse pessoal será muito favorecido”, resume Marcos Massad. Outras regiões com maior impacto positivo serão a Noroeste e a Leste. “São as regiões com mais gargalos na integração hoje. Como vai dar mais opção de trajetos ao passageiro, o cartão vai representar redução no tempo de viagem”, prevê Décio Caetano.


Fonte: Jornal O Popular (http://www.opopular.com.br)