quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Entorno DF: Prefeitura de SAD retifica edital de licitação do transporte e altera data de realização do certame

Por Rafael Martins

A licitação do transporte coletivo em Santo Antônio do Descoberto tem uma nova data para começar: 26 de dezembro. A mudança é em função na retificação do edital do concessão.

A tarifa apresentada no edital sofrerá alterações em função de um estudo elaborado sobre o valor viável da tarifa a ser cobrada bem como um estudo relacionado às rotas de ônibus para que haja um melhor atendimento a população. A tarifa sofrerá reajuste conforme a lei específica a ser aprovada pela Câmara Municipal a partir do estudo a ser feito.

A quantidade de linhas no edital também sofreu modificações. Agora seis linhas compõe o certame, porém a quantidade de ônibus exigida permanece a mesma: 20 veículos.

As demais alterações são retificações no projeto básico e minuta de contrato.

Mais informações sobre a licitação, aqui.

DF: Rodoviários voltam, mas contas ainda não fecham

Os rodoviários das empresas Pioneira e Marechal voltaram ao trabalho depois de três dias de nova greve, mas a insegurança dos usuários de transporte público ainda não tem data para acabar.

O governo acertou um empréstimo no valor de R$ 6 milhões para a empresa Marechal e garantiu que, até hoje, depositaria R$ 14 milhões que estavam prometidos para a Pioneira. Diante desta negociação, as empresas se comprometeram a pagar o adiantamento de 40% dos salários de dezembro, que costuma ser feito no dia 20 de novembro.

Na próxima semana, entretanto, a novela deve continuar com encargos ainda mais pesados para os empresários: será necessário garantir recursos para pagar o 13º dos funcionários e os 60% restante das folhas de pagamento. “Estamos fazendo o possível”, desabafa o diretor presidente do DFTrans, Jair Tedeschi.

Esta última greve, iniciada na sexta, juntou as duas empresas e complicou a vida de pelo menos 500 mil pessoas, moradores de 13 cidades do DF.

Fonte: Jornal Metro Brasília

DF: Entenda como será a integração na Estação Park Way

Por Rafael Martins

A partir deste sábado (29), haverá mudança na operação dos ônibus que saem de Santa Maria e do Gama para, entre outras localidades, Cruzeiro, Sudoeste, Guará, Núcleo Bandeirante e W3 Norte e Sul. Esses usuários passarão a utilizar o sistema do Expresso DF Sul para ter acesso aos seus destinos. Esta semana, está sendo distribuído nos terminais um folder explicativo dos novos serviços que serão ofertados, porém como a informação está enxuta, muitos não entenderam a proposta. Confira abaixo, detalhadamente como será cada serviço.

Linha Semi-expressa do Expresso DF

Além das linhas Paradoras e Expressas; será criado um serviço semi-expresso entre os terminais do BRT de Gama e Santa Maria até a Estação Park Way. A linha funcionará nos dias úteis e nos horários de pico.

Linhas diretas de Santa Maria e Gama para a W3 Sul e SIG

Os passageiros que utilizam as linhas que vão para a W3 Sul ou para o SIG haverá linhas saindo direto dos terminais de integração (BRT) para esses dois destinos nos dias úteis das 5h às 8h da manhã e das 16h50 às 19h20. 

Os usuários pegam normalmente as linhas alimentadoras para os terminais do BRT, e do terminal seguem nas linhas diretas para a W3 Sul e SIG. As linhas circulam apenas de segunda à sábado.

Linhas de Santa Maria e Gama para a W3 Sul e SIG - Integração no Park Way

A partir das 8h até às 18h, as linhas para estes destinos vão sair do próprio Terminal do Park Way. Os passageiros vão pegar as linhas alimentadoras até os terminais do BRT. Destes pegam os ônibus do Expresso DF (Expressa ou Paradora) até o Park Way. Do Terminal do Park Way, haverá uma linha circular até os destinos citados (Park Way - W3 Sul/SIG - Park Way), ou seja, o ônibus sai do terminal, vai até a W3 Sul/SIG e regressa ao terminal.

Linhas para Cruzeiro, Guará, Lago Sul, Núcleo Bandeirante, Paranoá, SAAN, SIA, SMU e Sudoeste

Os passageiros de Gama e Santa Maria com destino a estas regiões devem acessar os coletivos que fazem as alimentadoras e desembarcar nos respectivos terminais de integração (BRT). De lá, podem acessar os ônibus que fazem as linhas que rodam nos corredores exclusivos – Expressa e Paradora – até a Estação Park Way. 

As linhas com destino ao SIA, Lago Sul e Paranoá sairão do abrigo da EPIA, ao lado da Estação Park Way do Expresso DF Sul, sentido Gama/Santa Maria para o Plano Piloto. 

As demais – SAAN, SMU, Guará, Núcleo Bandeirante e Sudoeste – na parada que está no sentido inverso.

Linhas para a W3 Norte, L2 Sul e Norte, Esplanada e Lago Norte

As linhas com destino à Esplanada, W3 Norte, L2 Norte, L2 Sul e Lago Norte serão acessadas na Rodoviária do Plano Piloto. Os usuários devem pegar as linhas do Expresso Sul (Expressa e Paradora) até a Rodoviária para, de lá, realizar a integração para seus destinos.

Cobrança
- A tarifa máxima a ser cobrada é de R$ 3,00 para os que possuem algum cartão SBA. Este cartão é único, não importa a categoria o qual o usuário esteja inserido, seja o Bilhete Único, Estudante, Vale-Transporte ou Cidadão.

- O passageiro ao passar o cartão nos ônibus das linhas alimentadoras, será cobrado R$ 2,00. Ao desembarcarem nos terminais do BRT, novamente o usuário passará pela catraca para acessar as linhas troncais, em que será tarifado R$ 1,00; completando assim os R$ 3,00.

- Ao chegar na Rodoviária do Plano Piloto ou na Estação Park Way, independente do destino, da linha e do valor tarifário que a mesma tenha, o usuário ao embarcar no terceiro ônibus, não haverá a cobrança tarifária, desde que seja respeitado o tempo da integração que é de 2h.

- A integração o vale somente para quem possui os cartões SBA.

Quem preferir pagar a passagem em dinheiro, vai ter de desembolsar a tarifa cheia para cada linha que pegar e não têm-se direito à integração, já que ela é feita somente através dos cartões SBA.

Para evitar futuros transtornos, os passageiros que não possuem nenhum cartão SBA, podem comparecer em qualquer posto do DFTrans para fazê-lo, ou em uma agência de conveniência do BRB caso opte pelo Bilhete Único. O cartão é gratuito, sendo a recarga mínima obrigatória de R$ 10,00.

Goiânia: Alterações em linhas de ônibus de Abadia, Guapó e Aparecida de Goiânia

A partir desta quarta-feira, 26, a linha 312 (T. Vila Brasília / Res. Cândido Queiroz) passa a trafegar pelo Residencial Cândido de Queiroz II, em Aparecida de Goiânia. Atendendo a reivindicações dos moradores, os ônibus vão circular na Avenida São João e nas Ruas 27, 35, 24 e 17, de onde retornam para a Vila Brasília e seguem o trajeto usual.
Em Abadia de Goiás, na rodovia BR-060, serão inseridos dois pontos de parada em frente ao Centro de Distribuição da Ricardo Eletro, por onde passam as linhas 156 (T. Pq. Oeste / Abadia de Goiás) e 182 (T. Dergo / Guapó – Via T. Pq. Oeste). Os novos pontos entram em funcionamento também a partir do dia 26.
Fonte: RMTC Goiânia

DF: Grave acidente entre caminhão e ônibus deixa pelo menos 8 feridos

Um caminhão colidiu com a lateral de um ônibus da Viação Pioneira deixando pelo menos 8 pessoas feridas, duas delas em estado grave. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o grave acidente ocorreu por volta das 6h30 desta quarta-feira (26/11), no final do Lago Norte, na saída do Paranoá. Os veículos seguiam em sentido contrário. O ônibus, que ia rumo ao Plano Piloto, levava cerca de 40 pessoas, algumas em pé.

Mais cedo, os bombeiros haviam informado que uma das vítimas teve o braço amputado. No entanto, por volta das 8h, a corporação confirmou que uma senhora teve uma fratura exposta, mas não confirmou a amputação. A vítima foi levada de helicóptero para o Hospital de Base de Brasília (HBDF). Outra mulher, de cerca de 40 anos, teve uma hemorragia na cabeça e também foi levada para lá. Os demais passageiros foram levados para os hospitais do Paranoá e Sobradinho, sentindo dores e com ferimentos leves.

O motorista do caminhão, Edson Ferreira, 48 anos, afirmou à reportagem que levava a esposa e o filho para a fisioterapia, no Hospital do Paranoá. Ele disse que o caminhão, fabricado em 1974, não estava carregado, mas que uma peça do eixo quebrou e a roda se soltou. Segundo ele, após perder o controle do veículo, ainda conseguiu desviar de alguns carros, mas não conseguiu evitar o choque com o ônibus. Edson Ferreira afirma que a revisão do veículo está em dia.

Wilson Wanderley Santos, 45, era quem dirigia o ônibus. Ele relata que ouviu o estouro da roda e viu o momento em que o caminhão ficou de frente para o ônibus. Desesperado, ele jogou o veículo para fora da pista. Exercendo a profissão há 15 anos, ele contou que nunca havia passado por uma situação tão grave como essa. “Dei sorte. Se estivesse de frente eu poderia estar morto agora”.

Herói

Um dos passageiros, o encarregado José Martins da Silva, 39, ainda estava em estado de choque. Ele disse que tudo aconteceu muito rápido, mas ressaltou a atitude do motorista do ônibus, que conseguiu desviar parcialmente do caminhão, evitando uma colisão frontal. “Ele foi um herói”, elogiou. Morador do condomínio Del Lago, ele seguia no ônibus para o trabalho, na Asa Norte.

Com a força da batida, o caminhão foi parar em um barranco na lateral da via, a cerca de 200m do ônibus. A lateral do coletivo ficou bastante danificada, com alguns vidros quebrados. Nove viaturas e um helicóptero do Corpo de Bombeiros foram acionados para socorrer as vítimas. Equipes da Polícia Militar e da perícia da Polícia Civil também seguiram para o local. Os bombeiros jogaram terra em alguns pontos da pista, onde vazou óleo do veículo.

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 25 de novembro de 2014

DF: Mudanças na integração no BRT sinalizam que racionalização da rede de transporte é um caminho sem volta

Por Rafael Martins

Caso não haja nenhuma paralisação dos rodoviários da Viação Pioneira, está previsto para este sábado (29) o início da integração na Estação Park Way. Os passageiros com destino ao Cruzeiro, Guará, Lago Sul, Núcleo Bandeirante, Paranoá, SAAN, SIA, SMU e Sudoeste devem acessar os coletivos que fazem as alimentadoras e desembarcar nos respectivos terminais de integração (BRT). De lá, podem acessar os ônibus que fazem as linhas que rodam nos corredores exclusivos – Expressa e Paradora – até a Estação Park Way.

As linhas com destino ao SIA, Lago Sul e Paranoá sairão do abrigo da EPIA, ao lado da Estação Park Way do Expresso DF Sul, sentido Gama/Santa Maria para o Plano Piloto. As demais – SAAN, SMU, Guará, Núcleo Bandeirante e Sudoeste – na parada que está no sentido inverso.

As linhas que vão para a W3 Sul e SIG sairão dos terminais de integração do Expresso DF Sul do Gama e de Santa Maria nos horários de pico. Nos entre picos, sairão da Estação do Park Way. Não há necessidade desses usuários se deslocarem para os abrigos da EPIA.

As linhas com destino à Esplanada, W3 Norte, L2 Norte, L2 Sul e Lago Norte serão acessadas na Rodoviária do Plano Piloto. Os usuários devem pegar as linhas do Expresso Sul (Expressa e Paradora) até a Rodoviária para, de lá, realizar a integração para seus destinos finais.

Antes mesmo de entrar em operação a integração no Park Way, o anúncio da extinção das atuais linhas que ligam o Gama e Santa Maria às regiões citadas provocou uma avalanche de reclamações nas redes sociais. A resistência dos usuários é algo compreensível, uma vez que o brasiliense não tem a "cultura da integração e do transbordo", realidade já em sistemas de outras cidades do país como Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e etc. As experiências malsucedidas com a integração reforçam a desconfiança dos usuários com o novo sistema.

Em janeiro de 2013 [foto abaixo], a integração temporal e a troncalização da rede foram testadas em Ceilândia e Taguatinga. As linhas circulares (alimentadoras) de Ceilândia e Taguatinga iam até Taguatinga Centro (ponto de integração) e de lá o passageiro pegava as linhas de ligação semiexpressas (troncais) até o Plano Piloto, sem pagar uma segunda tarifa no segundo embarque. Neste contexto, o centro de Taguatinga transformou-se em um grande terminal de integração à céu aberto.

 O modelo de integração havia em Taguatinga Centro não é o mesmo que o sistema tem hoje. Na época, a integração era fechada, ou seja, eu só tinha esse benefício se obrigatoriamente fosse para Taguatinga. Se descesse antes ou depois dali, a integração não valia mais. Atualmente com a nova frota nas ruas, a integração funciona de forma aberta, pois pode acontecer em qualquer terminal ou ponto de ônibus e multimodal: vale entre os ônibus novos, da TCB e Metrô em um período de duas horas, fazendo mais de uma viagem pagando apenas uma passagem. Para ter acesso ao benefício, esses passageiros devem adquirir um dos cartões do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA). Assim, eles podem utilizar até três ônibus, no tempo máximo de 2 horas, pagando uma tarifa total de R$ 3.

A mudança na rede de transportes, racionalização e resistência dos usuários ao novo sistema

Com mais de 1000 linhas em operação, a rede de transportes da capital caracteriza-se por serviços diretos das satélites para o Plano Piloto (linhas ponto a ponto). Apesar de serem mais rápidos na ótica do usuário, os serviços diretos causam uma sobreposição de itinerários. Isto significa que apesar do ônibus sair de diferentes localidades nas satélites, as linhas utilizam o mesmo sistema viário a caminho do mesmo destino, o Plano Piloto. Além disso, os serviços diretos acarretam na baixa produtividade do sistema de transporte, falta de integração operacional e tarifária além de elevados intervalos entre as viagens, principalmente nos entrepicos.

Sendo uma região de grande porte, o Distrito Federal apresenta um desafio peculiar sob a perspectiva da mobilidade: uma grande variedade de padrões de viagens – pares origem-destino – demandam uma grande variedade de linhas de desejo caracterizado por baixa rotatividade de passageiros ao longo do itinerário o que gera um baixo IPK e um alto custo por km refletindo na tarifa.

Outro fator negativo dos atuais serviços diretos é a ociosidade da frota. Segundo dados e relatórios do PDTU (Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal e Entorno), a demanda diária se distribui de forma irregular ao longo do dia, com elevadas concentrações no período das 06h00min às 08h30min e das 17h00min às 19h00min, que são considerados os horários de pico. Fora destes horários e, principalmente das 08h30min às 17h00min, considerado horários de entre picos, a demanda cai significativamente, obrigando praticamente a paralisação de cerca de 40% da frota operante área central de Brasília, onde se concentram 66% dos empregos. Centenas de veículos de todas as empresas operadoras ficam estacionados das 08h40min às 16h40min nas imediações do Mané Garrincha e terminais das Asas Sul e Norte, aguardando o pico da tarde para retornar à operação. Essa ociosidade dos coletivos durante parte do dia é uma das causas do alto valor da tarifa, uma vez que, o custo total do serviço, incluindo custos de capital, é rateado pelo número de passageiros pagantes.

O novo Sistema Integrado de Transporte do Distrito Federal tem como conceito básico um modelo físico-operacional tronco-alimentado, com integração tarifária aberta de validade temporal (duas horas). A implantação de sistemas integrados, conforme explica o Guia do Plano de Mobilidade do Ministério das Cidades (PlanMob), traz benefícios à rede de transporte coletivo, ampliando a mobilidade e a acessibilidade dos usuários e otimiza as redes com:

- Racionalização do uso do sistema viário nos corredores de tráfego, na área central e em sub-centros;

- Possibilidade de uso de veículos de maior capacidade, reduzindo a frota em circulação e, consequentemente, os custos operacionais, a emissão de poluentes e solicitação do sistema viário;

- Redução do número de linhas em circulação nas áreas de tráfego congestionado, com reflexo na quantidade de veículos que demandam os pontos de parada em percurso ou nos terminais de retorno;

- Redução da ociosidade da frota operando em linhas sobrepostas, com reflexo nos custos da operação;

- Melhor articulação da rede de transporte coletivo, oferecendo mais opções de viagens para os usuários pela possibilidade de integração entre duas ou mais linhas, em estações de integração e pontos de conexão;

- Melhor legibilidade da rede de transporte pelos usuários, pela simplificação dos atendimentos na malha viária principal e nas regiões periféricas e pela concentração das linhas em pontos notáveis.

Mas o sistema integrado de transporte tem suas desvantagens. A principal, pela ótica do usuário é chamado de transbordo compulsório, ou seja, um transbordo forçado em que o passageiro é obrigado a desembarcar em determinado ponto (pode ser uma estação de conexão ou terminal de integração) para poder embarcar no segundo ônibus e seguir até seu destino, claro sem pagar uma segunda tarifa. Isto gera uma resistência dos usuários, seccionamento de linhas consolidadas e perda de tempo ou de conforto na viagem. Segundo o Guia PlanMob, estes problemas devem ser eliminados ou, pelo menos minimizados, no planejamento da rede.

Com o novo sistema e a troncalização da rede, advento do Expresso DF, a integração é positiva porque, além de beneficiar o usuário, “enxuga” a frota. Em vez de fazer viagens muito longas com grandes intervalos entre um ônibus e outro como ocorre atualmente, a empresa fará viagens menores em maior frequência com maior quantidade de passageiros. Com isso, é possível reduzir as viagens deficitárias e minimizar o baixo IPK das linhas e o alto custo por km.

Esta troncalização da rede de transporte não significa o fim das linhas diretas, mas sim um equilíbrio entre os serviços diretos, troncais e alimentadores. É o princípio da racionalização do sistema, que contempla também a implantação de corredores preferenciais e exclusivos, adequação da frota (tipo de ônibus) à demanda; ou seja veículos de maior capacidade nos eixos troncais, veículos normais convencionais nas demais linhas e veículos menores em áreas de baixa densidade. Com isso realiza-se um maior número de viagens e têm-se maior capilaridade do sistema.

Um exemplo deste equilíbrio nos serviços ofertados estão nas linhas que vão para a W3 Sul e SIG.

Durante os horários de pico, os ônibus destas linhas partem dos terminais de integração do BRT, logo o trajeto do usuário será: linha alimentadora > linha troncal direta para W3 Sul e SIG.

Nos entrepicos, devido à menor movimentação de passageiros, a operação será seccionada: linha alimentadora > linha troncal do terminal do BRT até o Park Way > linha alimentadora da Estação Park Way até W3 Sul/SIG.

Cobrança no sistema BRT

 - A tarifa máxima a ser cobrada é de R$ 3,00 para os que possuem algum cartão SBA. Este cartão é único, não importa a categoria o qual o usuário esteja inserido, seja o Bilhete Único, Estudante, Vale-Transporte ou Cidadão.

- O passageiro ao passar o cartão nos ônibus das linhas alimentadoras, será cobrado R$ 2,00. Ao desembarcarem nos terminais do BRT, novamente o usuário passará pela catraca para acessar as linhas troncais, em que será tarifado R$ 1,00; completando assim os R$ 3,00.

- Ao chegar na Rodoviária do Plano Piloto ou na Estação Park Way, independente do destino, da linha e do valor tarifário que a mesma tenha, o usuário ao embarcar no terceiro ônibus, não haverá a cobrança tarifária, desde que seja respeitado o tempo da integração que é de 2h.

- A integração o vale somente para quem possui os cartões SBA.

Quem preferir pagar a passagem em dinheiro, vai ter de desembolsar a tarifa cheia para cada linha que pegar e não têm-se direito à integração, já que ela é feita somente através dos cartões SBA.

Para evitar futuros transtornos, os passageiros que não possuem nenhum cartão SBA, podem comparecer em qualquer posto do DFTrans para fazê-lo, ou em uma agência de conveniência do BRB caso opte pelo Bilhete Único. O cartão é gratuito, sendo a recarga mínima obrigatória de R$ 10,00.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

DF: Greve de cooperativas de micro-ônibus chega ao fim após negociação

A greve de seis cooperativas de micro-ônibus iniciada na manhã desta segunda-feira (24/11) chegou ao fim nesta tarde, depois de uma reunião entre representantes do sindicato dos trabalhadores e os empresários. Inicialmente, a categoria reivindicava 20% de aumento na data-base, mas as empresas ofereceram 10%, o que levou os trabalhadores a cruzarem os braços, deixando 450 veículos parados e cerca de 40 mil pessoas sem transporte. No último encontro para negociação, os patrões ofereceram 15% de aumento.

Os rodoviários também conseguiram reduzir a carga horária de 7h20 para 6h40 e o recebimento de tíquete-alimentação e cesta básica no mesmo valor ofertado aos trabalhadores dos ônibus convencionais. Segundo representantes do Sindicato dos Rodoviários, os trabalhadores podem entrar em greve novamente se não houver aumento na tarifa técnica, que é o resultado do custo do transporte dividido pelo número de passageiros pagantes.

Fonte: Correio Braziliense