sábado, 24 de janeiro de 2015

Goiânia: Ordem de serviço do BRT Norte-Sul será assinada até março

A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) finaliza o processo de licitação que escolheu a empresa responsável pela construção do corredor exclusivo BRT Norte-Sul em Goiânia e a ordem de serviço será assinada, no máximo, até o fim do mês de março, quando as obras poderão ser iniciadas. A primeira e maior parte do trabalho será contratada por pouco mais de R$ 242 milhões e a segunda parte, de controle e monitoramento, deve ficar em torno de R$ 60 milhões, segundo o coordenador do projeto na Prefeitura de Goiânia, Ubirajara Abud. “Nós vamos depender agora do fornecimento de documentos da empresa e assinatura do contrato. Os procedimentos devem levar de 10 a 15 dias. A gente estima em uma expectativa conservadora, essa obra deve ser iniciada até o fim de março. O contrato ainda depende da agenda da Caixa Econômica e do Ministério das Cidades, que podem comparecer para o evento de assinatura”, contou à Xadrez.

Prazo

A previsão da Prefeitura é que a obra do BRT seja finalizada 20 meses depois do início dos trabalhos da empresa contratada. Para Ubirajara, se tudo der certo, é possível a entrega até o mês de novembro de 2016.

Tecnologia

O projeto do novo corredor exclusivo prevê acompanhamento em tempo real do tráfego de ônibus e movimentação de passageiros em plataformas e terminais. Câmeras terão imagens centralizadas em complexo de monitoramento.

Fonte: O Hoje

Goiânia: Sitpass - ao invés de facilitar, tem causado transtornos

Mesmo com o preço da passagem do transporte coletivo tabelado a R$ 2,80, tem muito usuário reclamando de que tem pagado R$ 0,20 a mais pelo Sitpass, bilhete usado na catraca dos ônibus. Outro problema é que um grande número de Sitpass está apresentando mensagens de inválido ou ilegível na hora de passar na roleta. Essas são as duas novas dores de cabeça enfrentadas no dia a dia por quem precisa utilizar o transporte coletivo da capital. A reportagem de O HOJE foi às ruas e ouviu muitas reclamações sobre esses problemas.

O vigilante Luciano Xavier Lopes, 41 anos, reclama que já enfrentou problemas algumas vezes com o Sitpass. “Entrei no ônibus e, na hora que coloquei o bilhete na catraca, apareceu uma mensagem de ilegível ou inválido”. Ele afirma que não foi trocar porque quando tentou fazer isso, foi exigido que apresentasse o CPF e a carteira de identidade. “Na hora que compra, não precisa nada disso. Então, porque se o bilhete dá problema, o Setransp tem que dificultar para nos devolver o que é nosso de direito?”, questiona.

O aposentado Otávio Mariano Alves, 68 anos, residente na Vila Bandeirantes, conta que também já passou pela mesma situação. “Comprei o bilhete e, quando passei na catraca, vi uma mensagem de inválido. Então, joguei fora.” Ele afirma que o motorista foi atencioso e o deixou descer do veículo e entrar por uma das portas traseiras. O aposentado revela que não gostou da experiência.

O também vigilante Eduardo Macedo de Jesus, 47, disse que já teve de adquirir Sitpass a R$ 3,00. “Isso aconteceu nos pontos de ônibus próximos da Rodoviária de Goiânia e, ao pedir o troco para o vendedor, ele simplesmente não quis me devolver, dizendo que não tinha troco.” O homem relata que na Avenida Goiás, ao contrário, sempre compra os bilhetes a R$ 2,80.

Problema afeta também vendedores

Lindomar Alves da Silva, 38 anos, é vendedor autônomo dos bilhetes e afirma que para adquiri-los no Setransp é preciso ter cadastro no sindicato. “Temos autorização para comprar até 500 Sitpass, mas, atualmente só pego uns 200 porque quando o usuário não consegue passar na catraca, ele já desce me chamando de ladrão”, afirma. Ontem mesmo, o vendedor confirmou que só tinha 200 unidades do bilhete e que, ao repassá-las, não iria negociar mais.

Fiscalização

Lindomar explicou também que além dos pontos de ônibus perto da Rodoviária, outro local que já ouviu usuários reclamando do valor é em Campinas. “Muita gente já comentou comigo que evita ir ao bairro porque tem que pagar a mais para adquirir os bilhetes.”

Por meio de nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp) esclarece que os vendedores de bilhetes Sitpass citados pela reportagem atuam de forma autônoma e que os casos de preço abusivo praticados por estes vendedores devem ser denunciados diretamente aos órgãos de defesa do consumidor. A nota explica ainda que o Setransp realiza um controle rigoroso nos mais de dois mil pontos de venda credenciados que existem na Região Metropolitana de Goiânia e nas bilheterias dos terminais e plataformas de embarque para garantir que o preço cobrado pelos bilhetes Sitpass nestes locais esteja de acordo com a tarifa vigente.

Quanto à reclamação de que alguns bilhetes estariam apresentando falha na hora da validação, o sindicato reforça a informação de que há algumas semanas identificou um lote de bilhetes Sitpass impresso em tamanho fora do padrão. O Setransp devolveu a série defeituosa ao fornecedor do produto, mas uma pequena parte chegou a ser comercializada antes da identificação do problema.

A nota orienta também aos usuários que adquirirem algum desses bilhetes, que representaria apenas 0,8% do total comercializado, a guardá-los e levá-los o quanto antes à Loja Sitpass, na Rua 4 – Centro. Como eles podem ser facilmente identificados pelos profissionais do Setransp, a troca por um bilhete válido, neste caso, é imediata. O sindicato ressalta que, hoje, somente 10% dos usuários do transporte coletivo ainda utilizam os bilhetes de papel.

Fonte: O Hoje

Goiânia: CDL firma parceria com Metrobus para oferecer serviços gratuitos em terminais da cidade

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Goiânia vai instalar pontos de atendimento ao cidadão em terminais da cidade, oferecendo diversos serviços gratuitos.

A parceria para que a ação seja realizada nos terminais administrados pela Metrobus foi autorizada nesta segunda-feira (19), pelo presidente da empresa , Eduardo Machado.

O CDL Móvel é um projeto que tem como objetivo disponibilizar gratuitamente à população, serviços como consulta ao SPC, S.O.S. utilidade pública e o Cadastro Positivo.

Cadastro positivo

Criado pela Lei Federal nº 12.414/2011, o Cadastro Positivo é um banco de dados com informações de consumidores que têm histórico favorável de pagamento.

Este registro permite que as instituições credoras saibam se o consumidor está em dia com suas contas. Além disso, com o cadastro pode-se obter empréstimos e financiamentos com menores taxas de juros nas instituições.

Para participar, basta autorizar a inclusão de seus dados no Cadastro, totalmente gratuito. Entre em contato com a CDL e saiba mais: http://www.cdlgoiania.com.br/.

Fonte: Metrobus

Transportadores urbanos destacam desafios para a mobilidade nos próximos 4 anos

A continuidade dos investimentos em infraestrutura nos grandes centros urbanos é considerada fundamental pelos transportadores urbanos para melhorar a Mobilidade urbana. Para o setor, este é um dos principais desafios do governo federal para nos próximos quatro anos de governo.

Segundo o presidente da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), Otávio Cunha, a expectativa é que a destinação de verbas não contemple apenas projetos estruturantes, como metrôs e BRTs, "mas que também haja recursos para projetos emergenciais, como construção de faixas exclusivas de ônibus, para melhorias de pontos de parada e mais recursos para qualificação", destaca. "Precisamos dar uma resposta de melhoria da qualidade do transporte, permitir que o ônibus ande com velocidade maior que o automóvel. Essa é a palavra de ordem", complementa.

Outra preocupação diz respeito à conclusão dos planos municipais de Mobilidade urbana. As prefeituras têm até abril de 2015 para elaborar os projetos, a fim de garantirem que poderão continuar acessando recursos federais. Um projeto de lei tramita no Congresso Nacional propondo a ampliação do prazo em três anos.

Conforme Otávio Cunha, o setor considera fundamental que o Ministério das Cidades desenvolva uma estrutura mais eficiente de apoio aos municípios para o desenvolvimento dos planos, muitas vezes prejudicada pela falta de pessoal qualificado ou de recursos para contratação de consultores aptos a desenvolverem os projetos.

Legislativo

No Congresso Nacional, duas propostas estão no topo da lista de prioridades de discussão para os transportadores urbanos.

"Essa seria uma saída importante e fácil de ser resolvida, porque já existe. Bastaria uma alteração na sua destinação, já que hoje 100% fica com o governo federal e, em vez de ser aplicado em infraestrutura, o recurso é utilizado para gerar superávit primário", defende o presidente da NTU. O projeto, apensado a outra Proposta de Emenda à Constituição, amplia o rol de destinações da contribuição e aguarda criação de uma comissão temporária para discussão do tema.

Fonte: Mobilize

DF: Metrô - tecnologia dos anos 1980

Os usuários da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) terão de ter paciência para esperar as melhorias no transporte. Dois anos, no mínimo, é o prazo dado pelo presidente da companhia, Marcelo Dourado, para começarem as mudanças, consideradas urgentes pelo próprio gestor, após confirmar que a pane em alguns trens, registrada no início da noite da quinta-feira, aconteceu por falta de manutenção e falhas elétricas e mecânicas.

Segundo Dourado, a licitação para a compra de dez trens será feita no primeiro semestre deste ano com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade e custará R$ 230 milhões. No entanto, a empresa vencedora ainda tem aproximadamente 24 meses para entregar os trens.

Já a licitação para a expansão do metrô, o presidente da companhia garante que está prevista para o segundo semestre de 2015. No total, a construção de duas estações em Ceilândia, duas em Samambaia e uma no início da Asa Norte, próximo ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), vai custar R$ 680 milhões. As obras vão começar após o meio do ano, mas a previsão para os passageiros começarem a utilizar os serviços é em apenas três anos.

Manutenção

Enquanto isso, Dourado assegura que será criado um Comitê de Prevenção Permanente de Segurança (Copese) para rever a manutenção e antecipar os riscos de acidente. "Hoje, temos trens com mais de 20 anos de uso. A frota começou a ser adquirida em 1994, com tecnologia da década de 80. Portanto, não podemos negar a necessidade de uma modernização geral, com ar-condicionado nos vagões e segurança para os usuários. Porém, ainda que as providências já estejam sendo tomadas, esse processo é demorado", acrescenta.

De acordo com o diretor de Administração e Finanças do Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô- DF), Quintino dos Santos Sousa, o metrô está operando por sorte. Segundo ele, os contratos de manutenção não estão sendo cumpridos e, quando são, não passam por uma fiscalização adequada, tendo em vista que ela é feita pelas próprias empresas que prestam o serviço. Além disso, Quintino alerta para o quadro reduzido de funcionários, falta de treinamento da equipe e itens de segurança escassos. "Nenhum dos problemas registrados até agora resultaram em tragédia, com mortes, mas a chance é grande. No entanto, como o presidente e os diretores da companhia foram trocados recentemente, nossa expectativa é boa", completa.

Pane não teria relação com a forte chuva

Após um levantamento técnico, o Metrô-DF assumiu que os defeitos verificados em três trens, anteontem, não aconteceram por problemas de energia da Companhia Energética de Brasília (CEB) ou pelas fortes chuvas. Segundo a companhia, o primeiro apresentou falha no cabeamento elétrico do motor, às 18h04, perdendo a tração entre as estações de Águas Claras e Arniqueiras, em virtude de falta de manutenção. Às 18h39, o sistema foi normalizado. Houve atraso de 30 minutos na saída de outras composições.

A segunda falha foi constatada em um trem que chegava à Estação Águas Claras, às 19h40. Houve um curto-circuito do motor, com três explosões provocadas pelo acionamento de um dispositivo de segurança, utilizado para cortar a corrente elétrica em caso de elevações bruscas de energia quando ocorre algum problema no trem.

Segundo a jornaleira Lidinalva Goes, 47, que estava em um dos trens que apresentaram problema, os usuários entraram em pânico. Ela diz que caminhou pelos trilhos da estação de Arniqueiras até Águas Claras. "Eu não vi fogo. Por isso, fiquei tranquila, mas as pessoas ficaram apavoradas", conta.

A operação se normalizou às 22h20, nos dois sentidos, quando o último pedestre foi retirado. Os trens foram recolhidos e passam por revisão. O terceiro a apresentar problemas serviria para remover o segundo, que estava parado, mas também não funcionou. A falha teria provocado uma reação em cadeia.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Os caminhos para uma nova matriz energética na mobilidade urbana do Brasil

Os veículos à combustão são grandes responsáveis pelas emissões de poluentes na atmosfera. Segundo o Balanço Energético Nacional - BEN 2014, realizado pelo Ministério de Minas e Energia, o setor de transportes é responsável pela emissão de 46,9% do total de emissões CO2 associadas à matriz energética brasileira. A produção industrial, o transporte de carga e a mobilidade das pessoas respondem por 66% do consumo de energia do país, sendo que o setor de transportes consome 32% desse percentual. O relatório BEM também indica que a fonte energética mais consumida no País é o óleo diesel respondendo por 18,8%, à frente da eletricidade (17,1%). Nos meios de transportes, esse combustível representa 46,4% e a gasolina, 29,4%.

Políticas e Investimentos públicos

Atualmente, várias experiências de ônibus sustentáveis com motores movidos a biocombustível, eletricidade, híbridos ou a hidrogênio estão sendo realizadas pelo mundo. Para o presidente da NTU, Otávio Cunha, o governo brasileiro precisa definir quais as alternativas para a matriz energética e criar uma infraestrutura para tornar a utilização desses veículos uma realidade no Brasil.

Ele explica que a solução passaria pelas seguintes etapas: criar dois ou três programas com veículos elétricos, a biocombustíveis e a diesel, ou só a biodiesel; realizar um programa piloto de cerca de cinco anos para então definir qual a melhor tecnologia a ser adotada. "Dessa forma, seria possível implantar o que fosse mais viável econômica e ambientalmente e que tivesse o menor impacto na cadeia produtiva do transporte em geral. O importante é criar uma política a longo prazo", defende Cunha.

Ao se investir no transporte coletivo é possível diminuir a emissão de poluentes, sejam gases como dióxido de carbono (CO2) ou sonoros. No entanto, antes de pensar em tecnologias alternativas, no quesito dos combustíveis, é necessário melhorar o transporte público para que atenda as necessidades da população.

Não adianta o veículo ser movido à eletricidade se ele continua parado no congestionamento, por isso, é importante aumentar a velocidade comercial dos ônibus, afirma o presidente da NTU. "Isso só pode ser feito por meio da criação de faixas exclusivas. O transporte público não deve competir com os demais veículos. Ele precisa estar com a via livre", completa Otávio Cunha.

Para Renato Boareto, coordenador da área de Mobilidade Urbana do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), as atuais soluções ambientais propostas procuram reduzir as emissões do sistema de mobilidade urbana sem, contudo, considerar a mudança do atual padrão de mobilidade baseado no transporte individual.

De acordo com ele, hoje há uma preocupação em promover carros mais limpos, mas ainda é uma medida insuficiente porque existe um outro componente que tem que ser adotado para reduzir emissões, que é a mudança modal. "É importante desenvolver tecnologia de equipamentos e novas formas de combustíveis para o transporte público. Mas é preciso, principalmente, investir nele.Temos que considerar que a mudança modal, por si só, já reduz emissões de poluentes", afirma Boareto.

Coletivos sustentáveis

O custo de produção de um ônibus híbrido é 50% maior do que o de um a diesel, enquanto o elétrico fica de75% a 85% mais caro. O investimento realizado hoje no Brasil em ônibus sustentáveis fica por conta das montadoras. De acordo com o presidente da Volvo Bus Latin America, Luis Carlos Pimenta, e do diretor de relações governamentais da BYD, Adalberto Maluf, o governo brasileiro não gera benefícios para a produção desses tipos de veículos, apenas na aquisição, via financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para Pimenta, da Volvo, a indústria de ônibus investe nesse tipo de seguimento por querer apresentar alternativas de veículos ao mercado, mas o ideal é o investimento em todo o sistema e não apenas na fabricação/aquisição de ônibus. "Tem que pensar em qualidade de transporte público, melhorar a gestão do sistema de transporte. Essa é uma tarefa muito mais benéfica para a sociedade do que um incentivo direto para um veículo elétrico ou híbrido", aponta Luis Carlos Pimenta.

Já Maluf, da BYD, afirma que a planilha de preços nas cidades brasileiras são baseadas nos insumos característicos do ônibus diesel, como combustível e peças de reposição, e a base de depreciação é calculada em poucos anos. O que dificulta a entrada dos novos modelos elétricos, que precisam de maior tempo de uso para serem depreciados. "Enquanto as cidades não aperfeiçoarem suas planilhas sem aumento de custo por quilometro rodado vai ser difícil mostrar ao operador benefícios desse tipo de tecnologia", critica Adalberto Maluf.

No entanto, ele aponta, que após os protestos de junho de 2013, as cidades estão sofrendo pressões para melhorar a qualidade do sistema sem aumentar custos. Dessa maneira, Maluf defende que o ônibus elétrico chegaria como uma salvação, uma vez que, mesmo sendo mais caro na aquisição, o custo de operação é menor do que os modelos a diesel.

Para Edson Brandão, gerente de Marketing de Produto e Vendas da Mercedes-Benz do Brasil, a sociedade está, cada vez mais, preocupada com a qualidade do ar nas grandes cidades e com os níveis de emissões dos veículos. Por isso, existe a necessidade de utilizar veículos sustentáveis, que usam combustíveis alternativos em sua motorização e proporcionam uma redução de emissões de gases e menor impacto ambiental local e global.

No entanto, o valor de um veículo desse, é alto, e o empresário não pode arcar com os custos sem um retorno econômico efetivo. Para isso, Brandão defende uma otimização do transporte público, para o setor não sentir os custos e poder investir melhor. Segundo ele, a condição para o retorno financeiro deve passar por algumas premissas. "Aplicação do veículo em rotas adequadas, o correto dimensionamento da linha e a realização de um planejamento operacional e financeiro antecipado, devem ser primordiais para investir em novas tecnologias", afirma Brandão.

Alguns testes, com ônibus híbridos, já estão sendo feitos em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Outros, com veículos movidos apenas a energia, estão para começar. Mas, tudo ainda é muito superficial, o país precisa desenvolver melhor as parcerias com as montadoras e apoiar o setor. para poder gerar investimentos em sustentabilidade sem agravar a situação econômica das empresas.

A Mercedes-Benz e a Volvo já contam com fábricas no país, a BYD ainda vai se instalar, prevendo concluir a linha de montagem em 2015. Enquanto não fabrica em solo nacional, a montadora chinesa vai importar o modelo K9. Chamado no Brasil de e-Bus, o diferencial do K9 é a não emissão de poluentes. O veículo é totalmente elétrico e a autonomia das baterias permitem rodar 250Km com uma carga que pode ser recarregada completamente em cinco horas.

O forte da Volvo são os ônibus híbridos. Recentemente a montadora lançou o seu mais novo veículo, o 7900 Elétrico Híbrido. O modelo tem tecnologia plug-in, o que reduz o consumo de combustível e de emissão de gás carbônico em até 75% se comparado com um movido a diesel comum. O 7900 opera em modo elétrico em 70% do percurso, possibilitando uma redução maior de combustível e totalmente silencioso.
Já a Mercedes-Benz trabalha com híbrido tricombustível (Diesel - Biodiesel - Diesel de Cana). Os motores BlueTec 5 oferecem uma maior eficiência energética, com um consumo menor de combustível, poluindo 37 vezes menos do que um veículo comum. 

A montadora, em parceria com a empresa Eletra, está testando o modelo HíbridoBR, com tração elétrica, que pode reduzir a emissão de material particulado em até 95%. Cada montadora, na sua política, trabalha para apresentar soluções alternativas de veículos. Seja totalmente elétrico, híbrido ou híbrido elétrico. O que todas concordam, é que não é possível mais trabalhar com apenas uma opção e o momento atual é de se pensar em alternativas sustentáveis.

Três perguntas para Eurico Divon Galhardi, Presidente do Conselho Diretor da NTU

O senhor considera que o transporte público por ônibus é o principal causador da poluição no trânsito?

Não. Hoje, temos no Brasil, 80 milhões de veículos movidos a combustão circulando, desses, apenas 107 mil são de ônibus urbanos. Mas, mesmo sendo uma quantidade insignificante, precisamos trabalhar para ter matrizes energéticas sustentáveis. A poluição também é causada, principalmente, pelos aproximados 4 milhões de caminhões, todos a diesel, e pela produção anual de 3,7 milhões de automóveis, movidos a gasolina.

Quais matrizes podem ser essas? E o que pode ser feito?

Pode ser veículos elétricos, híbridos, movidos a biocombustíveis, tanto faz. É preciso estudar qual a melhor opção. Precisamos avaliar, com cuidado, para poder implantar aquele modelo que trará o melhor benefício ambiental e econômico. Mas, primeiro, tem que haver investimento em infraestrutura. Não adianta só investir na tecnologia se o veículo não conseguir circular pelas estradas brasileiras. Não podemos simplesmente colocar um veículo elétrico, por exemplo, se ele não conseguir nem passar por uma lombada, o transporte tem que ser compatível, o Brasil precisa primeiramente investir em infraestrutura.

Na questão da infraestrutura, o que deve ser feito?

Investir em corredores e faixas exclusivas. O transporte público se torna acessível se ele alcançar maior velocidade comercial, e as faixas exclusivas são soluções práticas. O transporte urbano tem que ter prioridade. Para carregar 80 pessoas, um ônibus utiliza, aproximadamente, 32 metros quadrados, a mesma quantidade em carros, é uma área absurda. Quem quiser andar de carro, sem problema, mas que ele fique parado no congestionamento e não o usuário de transporte público. Esse tem que ter passagem prioritária. Precisamos resolver o problema da velocidade comercial, resolvido esse quesito, diminui-se a emissão de poluentes e ainda reduz o valor da tarifa.

Matéria publicada na Revista NTU Urbano Edição n.° 12.

DF: São José começa a operar nas linhas Brazlândia-Plano Piloto através do PAE. Demais empresas, só amanhã

A São José começou hoje (23) a circular nas linhas que ligam Brazlândia ao Plano Piloto, que eram operadas pela cooperativa Alternativa, através do Plano de Ação Emergencial (PAE); uma resposta ao protesto que os moradores fizeram na entrada da cidade e também ao fecharem o Eixo Monumental e a Rodoviária do Plano na última quarta-feira (21).

A Portaria obriga que empresas de transporte público assumam linhas que entrarem em greve. Hoje, somente os ônibus da São José atendiam, porém a partir de amanhã, os veículos das outras quatro empresas (Marechal, Pioneira, Piracicabana e Urbi) também complementam a frota emergencial de 20 ônibus.

A matéria completa está disponível aqui.

Fonte: G1 DF