segunda-feira, 2 de março de 2015

Goiânia: Reversão da desoneração pode causar tarifaço no transporte público em todo o país

A reversão da desoneração na folha de pagamento anunciada pelo Ministério da Fazenda na semana passada pode causar um novo "tarifaço", dessa vez no transporte público. Empresários das companhias de ônibus garantem que lutarão para que a alíquota do setor não suba dos atuais 2,5% para 4% sobre o faturamento, mas alertam que, se o governo federal mantiver a medida, as prefeituras terão que reajustar as passagens em R$ 0,15 a partir de junho.

De acordo com os cálculos da Associação Nacional da Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o aumento da alíquota irá gerar um custo adicional ao setor de R$ 750 milhões por ano. Como a elevação do imposto deve valer a partir de junho, a conta para as empresas do setor será de cerca de R$ 400 milhões em 2015. "A desoneração da folha para o setor em 2013 levou a uma redução imediata de R$ 0,15 nas tarifas em todo o País. Se o benefício puxou as tarifas para baixo, agora será necessário um aumento na mesma proporção", avalia o presidente da NTU, Otávio Cunha.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, a passagem de ônibus, que já subiu de R$ 3 para R$ 3,50 em janeiro deste ano, chegaria a R$ 3,65. Os novos R$ 0,15 de aumento significariam um reajuste extra de 4,28% nas tarifas do município. Segundo Cunha, a associação já enviou à Frente Parlamentar dos Transportes duas propostas de emendas à Medida Provisória 669 para manter a alíquota do setor em 2,5%. "Ainda que o Congresso Nacional consiga aprovar uma emenda, a presidente Dilma Rousseff pode vetá-la", pondera o executivo. Por isso, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) também será procurada para ajudar a pressionar o governo federal. "A equipe econômica toma uma medida, mas o problema vai parar mesmo é nas mãos dos prefeitos, que precisarão aumentar as tarifas", completa.

A NTU alega que já existem defasagens nos preços atuais das passagens, uma vez que a elevação do preço do diesel - graças a outra medida da Fazenda, com a recomposição da Cide sobre o combustível - ainda não foi totalmente repassada para a maioria das tarifas. "Essas defasagens de preço do diesel as empresas conseguem acumular até o reajuste anual seguinte. Mas o impacto da folha de pagamentos é diferente e requer uma revisão imediata das tarifas, como aconteceu quando a alíquota foi reduzida", argumenta.

Com o possível "tarifaço", Cunha alerta para a probabilidade de novas manifestações como as que ocorreram por todo o País em junho de 2013. "Não queremos essa hipótese e lutaremos para que o benefício aos usuários seja mantido. Não podemos remar para trás na questão do transporte público", conclui o presidente da NTU.

Fonte: Estadão Conteúdo

Goiânia: Motoristas e empresas de ônibus iniciam discussões sobre reajuste salarial

Em meio a manifestações, em que grupos de usuários de ônibus reclamam do reajuste tarifário de R$2,80 para R$ 3,30 e da qualidade do serviço prestado, mais um ingrediente na crise do transporte coletivo: a Data-Base dos motoristas.

Assim como em outros anos, a categoria ainda permanece dividida. As entidades: Sindicato dos trabalhadores em transporte rodoviário do estado de Goiás (Sindittransporte) e Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo (Sindicoletivo) brigam na justiça desde 2009, o direito de defender legalmente os motoristas.
Assembleias e propostas

Os dois sindicatos promoveram uma Assembleia. A do Sindicoletivo ocorreu no último dia 22. Já a do Sindittransporte foi neste domingo (1).

A proposta do Sindicoletivo é de 30% de aumento de salários e gratificação suplementar, 50% no ticket alimentação e melhorias nas condições de trabalho, incluindo mudanças em escalas de jornadas. Os pedidos já foram encaminhados ainda na semana passada para o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (SETRANSP).

“Na verdade queremos uma reposição. No passado o motorista de ônibus ganhava mil tarifas, o que hoje seria R$ 3 mil e 300. A partir do momento que o Setransp fizer uma contraproposta, não haverá insatisfação. Caso o contrário, a categoria vai se revoltar e mostrar a insatisfação de alguma forma”. Destaca o presidente do Sindicoletivo, Carlos Alberto Luiz dos Santos.

Já a aprovada na assembleia do Sindittransporte é de 20% de aumento salarial somado com a gratificação suplementar. O sindicato pretende encaminhar a proposta ao SETRANSP até nesta terça-feira (3).

“Vamos agora aguardar a resposta do Setransp. A gente notifica e precisamos esperar. Aprovamos a pauta de negociação Esperamos que tudo possa encaminhar bem”, afirma o presidente do Sindittransporte, Alberto Magno.

O salário atual dos motoristas é de R$ 1575,20, R$ 127, 28 de gratificação suplementar e do ticket alimentação de R$ 450.

Resposta SETRANSP

A assessoria de imprensa do SETRANSP informou que a negociação será feita com o Sindittransporte, pois o Sindicoletivo ainda não tem a carta sindical. Foi informado ainda que está sendo aguardada uma proposta, já que não foi recebido formalmente nenhum encaminhamento formal dos motoristas.

Fonte: Diário de Goiás

Palmas: Capital recebe mais 31 novos ônibus climatizados e com acessibilidade

Em março do ano passado chegaram 40 novos veículos e neste domingo, 1º, mais 31 novos ônibus foram entregues, todos com ar-condicionado, elevadores de acessibilidade e monitorados em tempo real pelo Centro de Controle e Processamento do Transporte Público – CCO-TP. Os novos ônibus já estarão circulando nas principais linhas a partir desta segunda-feira, 02.

Durante a entrega da nova frota, realizada na garagem, o prefeito Carlos Amastha garantiu que "até o final do segundo semestre deste ano serão entregues outros 31 novos ônibus. Isso é apenas o começo, quem acreditava que teríamos 71 ônibus com ar-condicionado, mas o que queremos é termos uma frota 100% climatizado e estamos trabalhando para isso”.

A nova frota chega para reforçar o Sistema do Transporte Público, que, ao longo dos dois últimos anos, tem passado por grandes transformações. O secretário de Acessibilidade, Mobilidade, Trânsito e Transporte, Christian Zini, frisou que a atual gestão vem trabalhando para proporcionar maior segurança e conforto ao transporte público.

“A transformação no Sistema de Transporte Público já começou e não pararemos enquanto não tivermos nossa frota 100% acessível e 100% climatizado. Nossa população e nossos motoristas merecem esse conforto. E o BRT, que entrará em licitação nos próximos dias, continuará essa revolução de qualidade e modernidade”, completou Zini.

Até o final do segundo semestre, com a chegada de mais 31 novos veículos, Palmas contará com uma frota 100% acessível e com quase 50% dela com ar-condicionado, com um média de três anos de uso para cada veículo.

Frota

Palmas tem uma frota de 220 veículos, sendo 209 operantes e 11 reservas. O Sistema opera com 77 linhas, atendendo uma média diária de 53.540 passageiros pagantes, e uma média diária de giros na catraca de 73.441. Além dos estudantes que pagam meia, são isentos de pagar passagem os policiais militares, civis e bombeiros, guardas metropolitanos, menores de 07 anos, idosos, aposentados, agentes de trânsito e transporte, portadores de deficiência.

Solenidade de Entrega

Para a entrega dos novos ônibus, a empresa Expresso Miracema preparou uma grande festa, com música ao vivo para os funcionários e familiares da empresa. Na oportunidade o prefeito Carlos Amastha homenageou as três mulheres motoristas, em alusão ao mês da mulher: Raimunda Ribeiro, Muriel Alencar e Nana Xara.

Fonte: Prefeitura de Palmas

domingo, 1 de março de 2015

DF: Grupo manda passageiros descerem e ateia fogo em ônibus no P Sul, em Ceilândia

Um ônibus da Viação Marechal foi incendiado na noite deste domingo (1º) em Ceilândia, no Distrito Federal. De acordo com a empresa, dez pessoas pediram aos passageiros para descer antes de atear fogo ao veículo. O coletivo é avaliado em R$ 300 mil.

O crime aconteceu na QNP 28 do P Sul, por volta de 21h. Primeiro, a fumaça tomou a parte da frente, onde fica o motorista. Depois, as chamas se espalharam e consumiram o ônibus.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar o incêndio. Ninguém havia sido preso pelo crime até a publicação desta reportagem.

Foto: Correio Braziliense
Fonte: G1 DF

Palmas: Agentes da ATTM farão escolta dos ônibus do Corujão durante toda a noite

Após reunião na tarde de hoje a Prefeitura de Palmas decidiu fazer a escolta das linhas do “corujão” a partir desta noite. Segundo informações da Secretaria de Comunicação (Secom), a Agência de Trânsito, Transporte e Mobilidade (ATTM) disponibilizou 10 equipes para acompanhar as linhas de ônibus noturnas até o início da manhã. Além disso, a Guarda Metropolitana colocará mais nove equipes segundo decidiu os agentes da prefeitura em reunião.

Na tarde de hoje, a Polícia Militar (PM) informou, por nota, que serão adotadas novas medidas de policiamento após os atentados contra três ônibus em Palmas nos últimos dias. Dentre as ações, a PM destaca que haverá o acompanhamento dos ônibus por policiais caracterizados e descaracterizados.

A nota diz ainda que será reforçado o efetivo do policiamento nos pontos considerados vulneráveis. Segundo a PM, o policiamento ordinário não será prejudicado, pois os policiais do serviço administrativo estarão à disposição das unidades.

Na noite de ontem dois ônibus do Expresso Miracema sofreram atentados. Um deles foi incendiado na TO-050, próximo ao setor Jardim Aureny IV, por volta das 23h30. Na sexta-feira, outro ônibus coletivo foi incendiado.

Fonte: Jornal do Tocantins

Goiânia: Falta qualidade, sobram reclamações

Atrasos, superlotação e insegurança. A parte da população que depende do transporte coletivo para se locomover está cheia de motivos para reclamar. E até mesmo quem compreende o aumento, acha que o sistema ainda tem muito chão pela frente. “O transporte não é maravilhoso devido à grande quantidade de pessoas que usam. Creio que se tivesse um número maior de ônibus, muita coisa seria resolvida”, argumenta a jovem Natália Silva.

Para o engenheiro Willer Carvalho, contudo, essa solução faz parte do senso comum. De acordo com ele, devido às longas esperas, a sensação do usuário é que faltam veículos nas ruas. Mas, a resposta aí não seria acrescentar, mas refazer a programação. “Quando verificamos a planilha, vemos que os itinerários são cumpridos. O que precisamos é de uma programação operacional bem coordenada e acompanhada”, expõe Carvalho.

Para a estudante Camila Luz depender do transporte público é cansativo. “O transporte coletivo em Goiânia para mim é uma frustração diária. No meu caso, a rota casa-faculdade e casa-trabalho é, praticamente, a mesma. E não é muito distante. Mas, o mesmo tempo que eu gasto indo de ônibus, gastaria se eu fosse a pé”, conta. De acordo com a estudante, a espera nos pontos de ônibus já chegou a uma hora e meia.

Camila explica que ainda opta pelo ônibus, devido à segurança. “Mas, já não acredito que seja assim tão seguro, porque o tempo que você fica esperando acaba te deixando exposto. Além disso, todos os dias, ouço histórias no meu trabalho de assaltos dentro do transporte”, narra.

É por essa e outras que, na visão de Erika Kneib, é necessário buscar maior qualidade para o sistema, sem que esta onere a tarifa. Na opinião da arquiteta e doutora em Transportes, como solução de financiamento, deveria pensar-se em um Fundo Metro­politano, abastecido por recursos advindos principalmente do uso do veículo individual, como IPVA e estacionamentos. “Esta é uma proposta muito interessante que defendemos no Fórum. Só com os investimentos necessários se melhora a qualidade, pois o aumento de tarifa já não possibilita isso”, propõe.

Fiscalização frequente

Por meio de sua assessoria, a CMTC (Companhia Metro­po­litana de Trans­porte Cole­ti­vo) informou à Tribuna que acompanha diariamente a operação do transporte coletivo. “No caso dos atrasos e adiantamentos das viagens, tem expedido notificações para as empresas concessionárias solicitando o cumprimento das viagens conforme determinado pelas planilhas operacionais”, destaca a nota.

Recentemente, a companhia foi proibida de autuar as empresas concessionárias do serviço por atraso nas viagens, por decisão judicial da 1ª Vara da Fazenda Pú­blica e de Registros Pú­blicos da co­marca de Goi­â­nia. “Apesar do impedimento judicial para a aplicação de multas referentes aos atrasos de viagens, a CMTC mantém o trabalho de fiscalização nos 19 terminais, incluindo o Eixo Anhan­gue­ra, e principais pontos de embarque e desembarque”, informou a assessoria.

Fonte: Tribuna do Planalto

Goiânia: Metrô ainda não é consenso entre os especialistas

Quando se fala em transporte público de qualidade, logo surgem as grandes metrópoles mundiais na mente, todas equipadas com vários tipos de serviços de transporte que garantem aos usuários uma experiência mais agradável nos coletivos. O principal objeto de desejo acaba sendo o metrô, que está longe de chegar a Goiânia e, na opinião do engenheiro Marcos Rothen, deve continuar assim.

Rothen acredita que essa não seria, nem de longe a solução para o transporte coletivo em Goiânia. De acordo com ele, o metrô é uma opção cara demais e, mediante o atual sistema que repassa todo o custo para o usuário, seria impossível de implantar a rede na capital. “Fortaleza está há 20 anos implantando o sistema e segue em fase experimental. As pessoas falam, ouvem dizer. O metrô é bonito, mas é caro e não é a solução”, certifica.

Willer Carvalho não vê dessa forma. Para ele, deve haver estudo e análise, sobretudo. Mas, todas as opções podem e devem ser incluídas nas pesquisas. “Eu não tenho estudo para falar que o metrô é a solução. Temos que começar a estudar novas formas. Projetar esses custos e benefícios. São obras que têm um impacto grande no custo de implantação e manutenção, mas temos que pensar a longo prazo”, avalia Carvalho.

Fonte: Tribuna do Planalto