segunda-feira, 24 de novembro de 2014

DF: Terminal Rodoviário de Santa Maria está em situação precária



Fonte: SBT Brasília

DF: Impasse em negociação faz rodoviários de cooperativas cruzarem os braços

Rodoviários das cooperativas de transporte público cruzaram os braços nesta manhã de segunda-feira (24/11). Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o motivo da paralisação é o impasse para a negociação da data base. A categoria afirma que, em reunião nesse domingo (23/11), os empresários ofereceram reajuste de 10%, mas os trabalhadores não concordaram com o valor.

Sem acordo, os 530 microônibus das empresas Cootarde, Coopertran, Coobrataete, Copatag e MSC não vão circular. A paralisação atinge todas as regiões administrativas do DF.

Fonte: Correio Braziliense

DF: Pioneira e Marechal terminam paralisação, após acordo com empresas

Após negociações durante o fim de semana, os rodoviários da Viação Pioneira e da Auto Viação Marechal decidiram terminar a paralisação iniciada na sexta-feira (21/11). Segundo o sindicato que representa a categoria, as empresas se comprometeram em realizar os pagamentos dos adiantamentos dos salários e do vale-alimentação dos funcionários, já que receberam do governo o sinal de que receberão o repasse referente à operação branca do BRT, ao Passe Livre Estudantil e de Pessoas com Deficiência.

Esta é a segunda vez que a categoria cruza os braços por falta de pagamento, deixando pelo menos 500 mil usuários, em 13 regiões administrativas, sem o transporte público. Juntas, a Pioneira e a Marechal são responsáveis por 1.104 ônibus – o que corresponde a 40% da frota do Distrito Federal.

O Sindicato dos Rodoviários afirma que as duas empresas asseguraram que vão abonar os dias parados. A Marechal confirmou ainda que todo o dinheiro arrecadado hoje nas catracas será depositado na conta dos trabalhadores, para que o pagamento seja normalizado o mais rápido possível. A expectativa é de que todos os débitos com os trabalhadores sejam pagos até esta terça-feira (25/11). Os benefícios e a quantia referente a 40% do salário deveriam ter sido depositados na quinta-feira (20/11), mediante repasse do DFTrans às empresas. No entanto, por problemas no orçamento do DF, os R$ 14 milhões devidos à Pioneira e os R$ 5 milhões à Marechal não foram creditados.

O serviço deve ser normalizado aos poucos durante a manhã. Até por volta das 7h, muitos passageiros eram vistos em paradas de ônibus à espera de um ônibus. Muitas pessoas que não souberam do fim da greve, desde as 6h, preferiram ir de carro para o trabalho. O reflexo é trânsito ainda mais congestionado.

Fonte: Correio Braziliense

domingo, 23 de novembro de 2014

DF: Marechal apresenta proposta para tentar acabar com greve dos rodoviários

A empresa Marechal apresentou uma proposta para tentar acabar com a greve dos rodoviários. A proposta é juntar todo o dinheiro arrecadado nas catracas nesta semana para o pagamento dos salários. Os rodoviários vão levar esta proposta para assembleia que está prevista para amanhã, mas pode ser antecipada ainda hoje.

Já a Viação Pioneira permanece paralisada por tempo indeterminado e aguarda o repasse do GDF para pagar os rodoviários. A Secretaria de Transportes informou que técnicos estão trabalhando para resolver o impasse jurídico que impede a transferência. O GDF diz que tem o dinheiro, mas que ainda não pagou porque o recurso estava destinado para outros fins.

Fonte: G1 DF

Goiânia: Anúncio de implantação de corredor de ônibus na Av. 85 gera polêmica

O anúncio das obras para implantação do corredor exclusivo para ônibus do transporte coletivo na Avenida 85, uma das principais de Goiânia, causou discórdia entre aqueles que serão afetados com a mudança. De um lado, motoristas reclamam das intervenções, alegando que a atitude não resolve o problema do trânsito. Junto a eles, estão os lojistas da região, que preveem queda no faturamento. Do outro lado está quem precisa pegar o coletivo diariamente, que comemorou a medida.

As obras foram anunciadas na última quinta-feira (19). O projeto é de autoria da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e terá execução da Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT). As intervenções já começaram e devem ser finalizadas em meados de janeiro.

A primeira mudança, que já está em vigor, é a proibição de estacionar entre as Avenidas Laudelino Gomes e T-13 ao longo da Avenida S-1, que é o prolongamento da 85. A sinalização já foi instalada no local. Além disso, só será permitido virar à esquerda em dois pontos: de quem segue no sentido bairro-centro para acessar a Avenida Mutirão; e no sentido contrário para entrar na Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu, ao lado do Centro de Treinamento do Goiás.

Todos os outros retornos serão bloqueados, inclusive o que faz a intersecção entre as avenidas Mutirão e Ricardo Paranhos. Para acessar o lado contrário, o condutor terá que fazer o contorno da quadra. Além disso, os semáforos de três tempos serão trocados por outros com apenas duas sinalizações.

Demora

Os motoristas não gostaram das mudanças. "Vai ficar péssimo. O trânsito vai ficar ainda mais obstruído, não sei como vou fazer", reclama o gerente comercial Alan Alta. Ele afirma que passa pela Ricardo Paranhos com frequência e que as mudanças vão prejudicá-lo. Para o condutor, a mudança será benéfica apenas para o transporte coletivo.

Opinião parecida tem o técnico em ar condicionado Pedro Leonel. Ele alega que haverá dificuldade para os carros transitarem. Apesar disso, diz que não tem como escapar do problema. "É complicado, mas vou fazer o que? Tenho que usar o carro para trabalhar. Não tenho outra alternativa", pondera.

O confeiteiro Ademar José Oliveira acredita que a mudança não é a forma mais eficaz de resolver o problema no trânsito e estuda até mudar o meio de transporte, dependendo da situação.

"Acho que daria mais resultado se investisse na fiscalização. Se ficar muito engarrafado, penso até em andar de ônibus e deixar o carro em casa", afirma.

O militar Paulo César de Brito até sugeriu outra forma de intervenção. "O ideal seria diminuir o canteiro central e fazer uma outra faixa. Daria mais fluidez. Dessa forma que está sendo feito vai atrapalhar muito", lamenta.

Prejuízo

Quem também não aprovou o projeto foram os comerciantes da parte alta do Setor Serrinha. Instalados na S-1, no único trecho em que ainda era possível estacionar ao longo da via, eles ficaram revoltados com a proibição. "Vai diminuir o movimento em cerca de 40%. O corredor também não adianta, o trânsito vai permanecer caótico", destaca Célio Carlos Alves, gerente de uma farmácia instalada há 8 anos no local.

Ele diz que o reflexo nas vendas será o mesmo sentido pelos comerciantes da Avenida T-63, quando o corredor foi instalado. Na ocasião, vários lojistas fecharam as portas.

Para a cabeleireira Maria Iolanda Lopes Rodrigues a intervenção também não será benéfica. Ela afirma que a maioria de suas clientes estaciona o carro na avenida e teme perder dinheiro. "Aqui já é ruim [o movimento] e ainda tiram as vagas. Como que a gente vai ficar? Se a situação apertar, penso até de mudar o salão de bairro", afirma.

Dono de uma assistência técnica para eletrodomésticos na avenida, o comerciante Rodrigo Ribeiro Miguel estima uma perda de pelos menos 50% no rendimento com a instalação do corredor. "Estou há 12 anos aqui, mas sem o estacionamento o cliente acaba ficando impaciente e procura outra loja", salienta.

Aprovação

Na contramão das reclamações, os usuários do transporte coletivo acreditam que a mudança vai ajudá-los de forma substancial. Segundo a CMTC, o tempo médio de viagem dos passageiros em uma das 15 linhas que passam pelo local deve cair em seis minutos no período da manhã e 13 minutos no final da tarde.

A babá Luzineide Mamede comemorou a notícia. "Acho que vai ser bem mais rápido. Tem vezes que chegou a ficar uma hora esperando o ônibus. E como eu tenho que pegar três conduções para ir embora é ainda mais complicado", pontua.

A analista financeira Bruna Pires vai ainda mais além. Para ela, a Avenida 85 tem "a pior rota de ônibus" da cidade. Ela garante que para quem precisa pegar ônibus diariamente, a mudança é muito bem vinda.

"Eu demoro cerca de 1h40 para chegar em casa. Se fosse de carro, não seria mais do que 40 minutos. Penso que com o corredor esse trajeto vai ser feito bem mais rápido", destaca.

Obras

Segundo o secretário de trânsito, José Geraldo Freire, as obras serão divididas em três etapas: a sinalização vertical, a pintura das faixas na pista e por fim o fechamento dos retornos e as mudanças semafóricas.

Ele afirma que o principal benefício da obra será a maior agilidade nas viagens de ônibus. "Estudos mostram que, com o corredor, os ônibus demoram até 20 minutos a menos. É preciso entender que esse tempo é uma eternidade dentro do transporte coletivo", pontua.

Sobre as reclamações dos comerciantes, ele afirmou que 90% dos estabelecimentos localizados ao longo da via já tem a chamada "guia rebaixada", que é a parte da calçada que pode ser usada como estacionamento.

"Esse processo [de proibição do estacionamento] já ocorre há algum tempo. O trecho que ainda era permitido corresponde a apenas 5% da avenida. O comércio tem que se adequar a isso", opina.

Fonte: G1 GO

Goiânia: Blog Rede Integrada visita sede do Consórcio RMTC

Por Rafael Martins

O Blog Rede Integrada de Transporte Coletivo visitou na manhã da última quinta-feira (20), a sede do Consórcio RMTC. Composto por nove departamentos, o Consórcio é considerado modelo de gestão operacional em transporte público com destaque a Central de Controle Operacional (CCO) e a Central de Segurança de Transportes (CST), ambas pioneiras no controle da operação e da segurança nos ônibus e terminais além do know-how tecnológico em informação aos usuários.

O departamento de Gestão de Tecnologia é responsável por sintetizar os dados do coração da RMTC: o sistema ITS4mobility desenvolvido pela Volvo, que permite o monitoramento de toda a frota da rede através do equipamento de GPS instalado nos ônibus. Um dos diferenciais do ITS4mobility é que ele oferece informações tanto para o operador de transporte quanto para os passageiros. O sistema oferece aos operadores dados como tempo de percurso, pontualidade dos veículos, quantidade de ônibus nos trajetos e velocidade média por linha. A análise dessas informações permite um melhor planejamento do sistema de transporte, o que garante mais eficiência, mobilidade e rentabilidade. 

É a partir da base de dados que o ITS fornece que foi desenvolvido o SIM (Serviço de Informação Metropolitano) em que permite-se acessar, consultar e possuir informações operacionais relevantes (frequências e horários de viagens, itinerários / trajetos de linhas, pontos de parada e etc). Para os passageiros, a vantagem é o acesso em tempo real aos horários de chegada dos ônibus aos pontos de parada de cada uma das linhas que circulam. As informações podem ser acessadas pela internet, em totens espalhados em pontos estratégicos, por um call center ou ainda em mensagens de texto via celular. Desta forma, o usuário do pode planejar melhor o seu tempo de deslocamento, evitando atrasos e longos períodos de esperas.

Se a Gestão de Tecnologia é o coração, o cérebro do Consórcio é o Planejamento de Transportes (PTR). O departamento é responsável pelo planejamento operacional das concessionárias a partir das ordens de serviços (OS) emitidas pela CMTC. Esta hierarquia funciona da seguinte forma: A CMTC diz como quer que o serviço funcione através das OS, estabelecendo as rotas e horários/frequência das linhas; o Consórcio faz o planejamento operacional das concessionárias, como por exemplo a escala de serviço dos motoristas já que as 4 empresas operam de forma integrada e compartilhada nos 18 municípios da rede; enquanto as concessionárias tratam da execução do planejamento operacional feito pelo Consórcio.

Compete também à PTR o traçado dos ônibus para reduzir a quilometragem morta. Trata-se do percurso que o ônibus faz sem prestar serviços, indo por exemplo do ponto final e/ou terminal para a garagem ou saindo de uma linha para atuar em outra, otimizando assim a operação dos serviços. A PTR é responsável pelo mapeamento e numeração dos pontos de embarque/desembarque que servem para consulta de rotas e horários disponibilizado pelo Consórcio; pela organização operacional interna dos terminais de integração além de sugerir melhorias na rede de transporte ao órgão gestor.

O departamento de Operação de Transportes (OPR), através da Central de Controle Operacional (CCO) visa garantir o cumprimento das ordens de serviço do órgão gestor.


Dispostos em três turnos de trabalho, mais de 70 controladores monitoram as 273 linhas da RMTC. Cada controlador é responsável por um grupo de linhas de determinada área (Leste, Oeste ou Sul), com um determinado número de veículos. Cabe aos controladores darem a autorização para que os ônibus iniciem ou encerrem as viagens, garantindo assim o cumprimento da planilha de horários emitida pela CMTC.
Na foto acima, um enorme painel mostra o comportamento da rede de transporte em tempo real, em que os dados são atualizados segundo a segundo, com números de veículos em operação, índices de atrasos, de ônibus no horário programado e dos coletivos adiantados.

O aplicativo "Olho no Ônibus", cujo objetivo é a transparência operacional, é um resumo das informações da CCO de forma simplificada.


Lançado no segundo semestre deste ano, o sistema de monitoramento da segurança no transporte coletivo em tempo real é de atribuição da Central de Segurança de Transportes (CST), do Dpto de Segurança de Transporte. As primeiras 640 câmeras já estão funcionando de forma experimental em 160 ônibus da Viação Reunidas que circulam na Área Oeste da RMTC. Cada ônibus tem quatro câmeras, três filmando o interior do veículo e uma na parte frontal. 

Por meio de parceria com a Secretaria da Segurança Pública , as imagens também são transmitidas em tempo real para o posto de segurança do Consórcio RMTC instalado dentro do Comando de Operações da Polícia Militar (Copom).

O posto recebe denúncias relacionadas à segurança de clientes ou funcionários do transporte coletivo por meio de SMS, WhatsApp, rádio ou ITS. Ao ser acionado, o controlador de segurança tem acesso às imagens e à localização exata de cada ônibus em tempo real e repassa à segurança pública todas as informações necessárias para agir rapidamente na prevenção e repressão à violência. Veja como denunciar aqui.


A Gestão de Terminais é o departamento responsável pela administração, operação e manutenção de 14 terminais (exceto dos cinco que compõem o Eixo Anhanguera), pontos de apoio e operação de toda a RMTC. A repartição agrupa vigilantes, auxiliares de serviços gerais, atendentes de terminal/organizadores de fila, encarregado do terminal e o supervisor deste. Toda a equipe é para garantir o bom funcionamento, segurança e eficiência operacional dos terminais de integração.

A Gerência de Relacionamento de Clientes (GRC) é a ponte entre o Consórcio RMTC e o público. Toda a programação visual presente nos terminais, pontos de apoio e na publicidade institucional no interior dos ônibus/terminais é de responsabilidade da GRC, cujo processo de evolução e do próprio Consórcio passou por três pilares, como a gestão da marca no lançamento do órgão, à gestão da informação e por fim a gestão de relacionamento. A alimentação de notícias do site do Consórcio, as redes sociais, SAC e etc, ficam sob tutela da GRC.


Gerenciar o relacionamento com o cliente é essencialmente uma estratégia de negócio voltada ao entendimento e antecipação das suas necessidades. É utilizado para coletar os dados dos clientes, armazená-los e facilitar cruzamentos desses dados. Os dados compilados e analisados tornam-se informações a serem usadas para o planejamento de ações e interações, pelos vários pontos de contato com o cliente. 

Todos os projetos, internos ou externos do Consórcio, ficam à cargo do Dpto. de Gestão de Projetos de Transportes e Trânsito (GPJ); sejam eles projetos de engenharia viária de transporte urbano ou de construção e/ou reforma de terminais, desenvolvimentos de aplicativos e etc.

Os demais departamentos como a Controladoria e Gestão de Pessoas e Processos são áreas de apoio para as demais, que conversam entre si. O reflexo na eficiência da gestão e política de qualidade pode ser explicado pelo conceito 5S, adotado pelo Consórcio. O 5S é um modo simples de melhorar as relações e o ambiente no trabalho, simplificando procedimentos, otimizando recursos e o seu tempo. O resultado é o melhor desempenho profissional e de serviços, com reflexo direto na satisfação de usuários e na produção. Em praticamente todas as dependências do Consórcio, terminais e pontos de apoio, há placas fixadas com os conceitos do 5S. 

Ao ver como funciona o Consórcio, percebi um grande descompasso entre a tecnologia empregada por eles e a infraestrutura básica existente. O principal problema é a ausência de infraestrutura viária que privilegie o transporte coletivo para que o Serviço de Informação funcione adequadamente. Por fim, fica os meus sinceros agradecimentos ao Consórcio RMTC no qual foi representado pela Samira, assessora de comunicação; a hospitalidade com o qual fui recebido por ela e toda a equipe. A troca de experiências foi válida e extremamente positiva.

sábado, 22 de novembro de 2014

DF: Projeto de estacionamento subterrâneo na Esplanada dos Ministérios está parado e pode não sair do papel

Proposta do atual governo para resolver o problema do déficit de vagas para carros na área central de Brasília, a construção de um estacionamento subterrâneo na Esplanada dos Ministérios para 10 mil vagas pode não sair do papel. A ideia do GDF era contratar uma empresa por meio de uma parceria público-privada.

A construtora faria o estacionamento e obteria lucro a partir do aluguel das vagas, mas o estudo inicial mostrou que o projeto não se sustenta financeiramente e que a iniciativa privada teria que contar com aporte de recursos públicos, o que inviabiliza a construção.

— Nós temos que fazer uma nova análise da viabilidade econômica para saber como podemos fechar o projeto garantindo que seja uma parceria público – privada patrocinada, quando a empresa obtém o retorno dos recursos investidos por meio da obra em si. Por enquanto, a gente viu que não ela não é auto sustentável, afirma Márcio Galvão, secretário-executivo do Conselho Gestor das Parcerias Público-Privadas da Secretaria de Governo.

Segundo Galvão, o projeto será repassado à equipe do governador eleito, Rodrigo Rollemberg. A proposta de governo de Rollemberg prioriza o transporte público com integração total e bilhete único para diminuir o uso do carro, o que sinaliza que o projeto pode ser abandonado. Segundo a assessoria da equipe de transição, a proposta ainda não foi analisada.

O projeto prevê a construção de um prédio de 4 pavimentos com 10 mil vagas nas proximidades do Congresso Nacional a um custo médio de R$ 200 milhões. O objetivo é solucionar o problema da escassez de vagas para carros particulares no centro de Brasília.

A área concentra grande parte dos trabalhadores do Distrito Federal durante a semana. Nas ruas, os carros se espalham sobre calçadas, canteiros e tomam uma faixa da própria Esplanada dos Ministérios por falta de vagas.

A estimativa, segundo cálculos que conta os veículos parados em vagas irregulares, faltam 30 mil vagas de estacionamento entre o Congresso Nacional, Setor Bancários Sul e Norte, Comercial Sul e Norte e Setor de Rádio e TV Sul.

Polêmica, a ideia chegou a ser apresentada ao Congresso Nacional e incluída no PPCUB (Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília), mas teve imediata repercussão negativa entre urbanistas do Distrito Federal. O urbanista e professor da Universidade de Brasília, Frederico Flósculo, se diz contrário ao projeto.

— Não faz nenhum sentido utilizar o espaço subsolo da Esplanada para estacionamento. Este projeto é péssimo. O ideal seria estender o metrô até o Congresso Nacional. Todo metrô do mundo passa em áreas de congestionamento.

O urbanista defende o uso do subsolo da Esplanada dos Ministérios, mas para a construção de um centro de uso público.

— Eu acho que a Esplanada merece ser incrementada e o subsolo pode ser utilizado para a construção de grandes auditórios para uso dos poderes da república, reuniões públicas, ministérios e como centro cultural da capital.

Fonte: R7 DF